sábado, 24 de maio de 2008

Linguagem de Internet



Acesse:

http://www.youtube.com/watch?v=XlZMlYqEKjQ


11 comentários:

Adrianne disse...

Acredito que línguagem é dinâmica, sofre modificações em função do curso da história, das múltiplas influências de um mundo em constante transformação. Ainda que a norma culta seja uma referência importante, não podemos considerar as diversas expressões e formas de falar como "menores" pois revelam as raízes históricas e culturais dos grupos humanos.
No caso do internetês, não acho "errado" que na internet esse português resumido e ortográficamente diferente da norma culta circule, no entanto não vejo a necessidade de utilizá-lo em filmes e outros suportes pois a idéia de "facilitar" a leitura dos jovens me parece restringir as experiências culturais os jovens que precisam ser instigados a ampliar seus repertórios.

Comentário de membro do GRUPO FORÇA.

Avida disse...

Concordo com o comentário da Adrianne e acrescento a opinião de alguns jovens que conversei sobre tal legenda. A maioria disse, que é a favor do internetês sem excessos na internet, e confessaram quanto ao filme que,não conseguiram terminar de assistí-lo, pois a legenda dificultou o entendimento da mensagem.Há entre os jovens (o público alvo desta linguagem) uma moderação, citada no caderno através do texto do Prof. Sérgio Nogueira " O que é certo ou errado na Língua Portuguesa"(pág. 35).

Comentário do membro do GRUPO FORÇA.

Blog dos Amiguinhos da Educação disse...

Boa noite.

Eu sou completamente contra essa 'linguagem de internet'. Existe um limite para tudo e, por mais que seja difícil acreditar, permitir que esse tipo de linguagem se difunda é o mesmo que dizer que estamos livres para criar sem pensarmos nas consequências de nossa 'criação'.
Concordo com a Adrianne quando diz que a linguagem é dinâmica - particularmente prefiro o termo orgânico (que tem o caráter de um desenvolvimento natural, inato, em oposição ao que é ideado, calculado).
Claro que consigo ver o lado positivo dess tipo de linguagem; como menciona o professor no final do vídeo, usar esse tipo de linguagem para analisar se o aluno (vestibulando) sabe a maneira 'correta' é perfeito!
O que não concordo é ouvir na matéria a repórter dizer que 'facilitar a comunicação sempre foi uma busca do se humano', e ver na legendagem do file a palavra 'issU' para 'issO', 'xegamos', 'brou', etc.
Finalizando, creio que o maior benefício da linguagem de internet é a busca por um retorno a norma culta.

Carlos Eduardo S. S. Silva é mebro do grupo OS AMIGUINHOS S/A

andreiaeducaçãoetecnologia.blog.terra.com.br disse...

Grupo REAPRENDER .Foi uma iniciativa interessante da TV, pois é uma linguagem bem moderna. Temos que ressaltar, que professores precisam orientar seus alunos, quanto à realidade, já que sabemos que essa linguagem é para ser usada na internet, com intuito de nos tornarmos mais velozes. Em um texto, em uma redação, temos sempre que obedecer a norma culta da Língua Portuguesa.
A estratégia usada no vídeo é ótima para que possamos saber se realmente nossos alunos sabem o que estão escrevendo.
Hoje, estamos vivendo na era da informática, e o código utilizado na Internet, não deve ser ignorado pelos professores. Cabe a estes, mostrarem as diferenças e quando esse código deverá e poderá ser utilizado.

grupo iavm disse...

À FAVOR

Como vimos em nosso caderno de estudos, a linguagem tem por função a comunicação entre duas ou mais pessoas. Sendo assim, não importa como ela é apresentada. Este vídeo veio nos mostrar alguns desvios da Língua Portuguesa, trazendo um falar que é valorizado e reconhecido socialmente entre nossos jovens e estes desvios são aceitáveis no nosso dia-a-dia sem que o falante perceba os VÍCIOS DAS LINGUAGENS. O vídeo tenta mostrar que a juventude focada na internet , possui uma facilidade maior de captar o filme mesmo sendo com as palavras cortadas ou abreviadas, os jovens de hoje está muito focado na internetês.
Alguns professores da Língua Portuguesa se assustam, achando que o internetês pode tomar conta da sala de aula e fazer com que os estudantes desaprendam a norma culta da língua. Existem variados tipos de linguagens, devemos saber onde e qual situações utilizá-las.

mariana disse...

Grupo União

Esse vídeo quis mostrar como está avançada a falta de prática na escrita de muitos jovens que utilizam a Internet. É cada vez mais comum ao visualizarmos salas de bate-papo a maneira como são expressas as palavras. A escrita está cada vez mais empobrecida, sendo trocada por poucas letras. Acreditamos que se as escolas, empresas ligadas a internet e a midia se unissem em campanhas para mudar esse tipo de comunicação, poderiam amenizar esse temporal de dialétos.

Luciana Costa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luciana Costa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luciana Costa disse...

Na sociedade da informação e do conhecimento em que vivemos, multiplicam-se as possibilidades de acesso a dados e a fatos.

A Internet proporciona novas possibilidades educacionais, novos processos, novas estruturas que estimulam, provocam e criam oportunidades para o trabalho em rede e para o desenvolvimento da capacidade de cooperar, aprender, acessar e produzir conhecimento.

Com a internet uma nova linguagem foi criada e é utilizada por milhares de pessoas. Essa linguagem possui códigos próprios e é mais uma das inúmeras variantes de uso da língua portuguesa.

Com o objetivo de levar a linguagem da internet para as legendas de filme é que o canal de televisão a cabo Telecine Premium criou o Cyber Movie. Ainda com a finalidade de ajudar quem não esta habituado com essa linguagem, o Telecine criou em seu site (www.telecine.com. br) um espécie de dicionário do dessa linguagem da internet, que nada mais é que uma linguagem baseada na simplificação da escrita, o que a torna mais ágil e extremamente visual.

É inegável que o ‘‘internetês’’ seja uma realidade. Não podemos dizer que seja certo ou errado, pois é uma forma de comunicação, mas que obviamente não pode ser usada em todas as situações. Ela existe para satisfazer um determinado grupo, em um determinado contexto.Sua utilização em situações que exijam o emprego de um linguajar formal é inaceitável, mas é notório também que para a situação para a qual ela foi criada, que é a de facilitar e agilizar a comunicação, ele é eficiente.

Enquanto educadores, não basta aprender a usar determinada tecnologia, o desafio é usar a tecnologia para aprender, a favor do processo ensino-aprendizagem.


Postagem do Grupo Nikiti-Paquetá.

Mônica disse...

Grupo: Caio, Lucas e Outros
Integrantes do Grupo:
Claudia Mara Antunes dos Santos
Jane Azevedo da Silva Ribeiro
Mônica de Menezes Couto
Simone Severino Fernandes do Nascimento

Nosso grupo, depois de muita reflexão e debate optou por apresentar os dois argumentos que surgiram:

Argumento 1:
Se pensarmos sobre o exposto na página 24 de nosso Caderno de Estudos:“...a língua é força unificadora” e que existem “três agentes que relacionados às melhores maneiras de falar , atuam sobre a língua: a escola (uniformização com base na escrita e na divulgação da norma culta), a literatura ( por realizar-se pela língua escrita) e as mídias (divulga a língua comum, automatiza padrões e altera falares regionais).”, podemos iniciar uma bela reflexão sobre o uso da linguagem da internet em outros contextos.
As legendas de um filme servem para representar o que é dito oralmente pelas personagens da trama. Normalmente, têm estrutura simplificada para dar fluidez à leitura e permitir, ao telespectador, plena apreciação do filme. O fato de uma parcela crescente de jovens brasileiros passar mais tempo no computador do que vendo televisão é um fenômeno social amplo e não pode servir como justificativa para que as legendas sejam escritas na linguagem utilizada na internet.
A linguagem codificada, formada por abreviação de palavras e exploração do uso fonético na mescla de letras em detrimento da morfologia tradicional, surgiu da necessidade de rapidez na escrita. Principalmente, ao participar de “chats” , é preferível que a conversa se faça fluida. Assim, encurtar frases e aplicar uma simplificação de vocábulos ao extremo faz com que a resposta do usuário seja recebida por seu interlocutor o mais rápido possível. No entanto, isso diz respeito somente à escrita. O processo de leitura se dá mais rapidamente e não compromete a fluência da conversa, ainda que se opte pela linguagem de escrita padrão.
Num contexto em que o emissor e interlocutor compartilham de um mesmo repertório cultural, o uso da linguagem codificada da internet não gera ruídos. Porém, ao ser deslocada para um meio de comunicação com um amplo número de interlocutores, a comunicação fica comprometida. A maioria das pessoas ainda têm como referência principal a linguagem padrão. Num filme, as legendas têm de ser claras, porque o telespectador não tem a possibilidade de revê-las, ou melhor, relê-las (a não ser que esteja disposto a interromper o filme cada vez que não consiga acompanhar este novo código). Uma vez que a linguagem da internet não tem (ainda) um caráter generalizante o seu uso na televisão é totalmente desnecessário.
Se o objetivo do uso da linguagem de internet na legenda de filmes é atrair um público maior, acredito que isso tem um “tempo de vida” curto, pois é apenas a novidade de seu uso em um novo contexto que oferece uma apelo maior.


Argumento 2:

Sou a favor da iniciativa do canal de TV.
A internet possui uma espécie de código escrito com muitas alterações com relação ao código da norma culta de nossa língua. Na escrita, o que se tem de observável fenômeno é que, ao escrever no teclado, o pessoal começou a usar abreviaturas e símbolos que não são convencionais, porém atrativos. Acredito ser uma forma de tornar o texto mais expressivo, brincalhão, informal e familiar.
Isso também ocorre em muitos países. Trata-se de um contexto novo.
Na fala, podemos usar mais de um código. Então na escrita também. Não vejo problema que crianças, jovens e adultos aprendam que há um código para as situações formais de comunicação e outro para a comunicação imediata, instantânea,no cinema, como eles fazem no messenger ou no e-mail.

Ana Paula disse...

A iniciativa de marketing da TV que coloca no ar um horário de filme, com legendas que usam a escrita simplificada da linguagem da Internet, para atrair jovens entre 12 e 18 anos, demonstra que a adesão a este tipo de linguagem já é significativa no âmbito de seu público consumidor. E, pelo fato de estar na TV, a tendência é de que este contingente aumente, nem que seja como uma resposta imediata à novidade, ao modismo.
Em busca de audiência e maior lucro, a emissora está favorecendo a difusão e o possível fortalecimento do “Internetês”, cuja grafia foge completamente ao padrão e que, até agora, tem um uso dialetal porque restrito a um grupo de uma faixa etária e atividade específicas, que busca criar uma identidade própria. Com esta postura, que seria apropriada se acompanhada de um debate amplo, a TV está desconsiderando seu papel social de ser, juntamente com a literatura e a escola, um dos agentes de influência da língua, naquilo que é considerado socialmente um bom padrão de linguagem falada e escrita. Sendo assim abordar a linguagem da TV em sala de aula, debatendo seus defeitos e suas qualidades, ajuda o aluno não a excluir esse veículo de seu cotidiano, mas a desenvolver uma visão seletiva. Por isso, é importante discutir com os alunos a despersonalização da linguagem gerada pela televisão e internet. Na maioria das vezes, a criança fica aculturada e acaba não valorizando sua origem, seu sotaque e seus regionalismos.
Somos, por isto, contrários à iniciativa, não porque apresenta um uso não-oficializado da língua, mas pela maneira de apresentá-lo, sem qualquer preocupação de promover um debate sobre aquilo que divulga, o que, infelizmente, é uma prática corrente das nossas emissoras de TV.

Quanto à presença do “Internetês” na escola, pode ser considerada uma estratégia válida para se aproximar da linguagem e interesses de seu público jovem e criar, com isso, uma identificação importante para possibilitar o diálogo necessário a uma relação professor-aluno propícia à aprendizagem. Por isto, é necessário se manter aberta às novas tendências, mas sem deixar de cumprir seu papel fundamental, no caso da Língua Portuguesa, de tornar a norma culta acessível a todos, possibilitando que tenham um domínio da língua em seus diversos usos e níveis de formalidade, tão necessários à plena inserção na sociedade. È importante que haja uma compreensão, por parte dos jovens, do valor da norma culta da língua, uma vez que esta é necessária não só para o pleno exercício da cidadania crítica e para a inserção no mercado de trabalho, mas também por terem direito a usufruir dos bens culturais produzidos pela sua sociedade.
Postagem do grupo As Meninas